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Planos municipais são fundamentais para preservação da Mata Atlântica

Debate sobre a importância da criação dos Planos Municipais de Mata Atlântica aconteceu na tarde de sexta-feira (08) na UPF

Debate sobre a importância da criação dos Planos Municipais de Mata Atlântica aconteceu na tarde de sexta-feira (08) na UPF

O 1º Seminário Municipal sobre a Mata Atlântica realizou em Passo Fundo um debate sobre  “A Importância dos Planos Municipais de Mata Atlântica para a Conservação e Recuperação dos Recursos Hídricos da Região”. O evento aconteceu na Universidade de Passo Fundo (UPF) e contou com a participação de prefeitos, vereadores, gestores ambientais e estudantes. O Seminário foi promovido pela Prefeitura de Passo Fundo, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, juntamente com os Comitês de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas do Rio Passo Fundo (CBHPF) e Alto Jacuí (COAJU), Conselho Municipal do Meio Ambiente, Câmara de Vereadores, Fórum da Agenda 21 e Assembleia Permanente de Preservação Ambiental (APPA).


A Mata Atlântica  é uma região constituída por um conjunto de formações florestais e outros tipos de vegetação. Originalmente, ela abrangia uma área equivalente a 1,3 milhões de km² e estendia-se ao longo de 17 estados brasileiros. Atualmente, restam apenas 8% de remanescentes florestais acima de 100 hectares do que existia originalmente.


O objetivo do Seminário é apresentar experiências para a conservação e recuperação do bioma através da elaboração e implementação dos Planos Municipais de Mata Atlântica. De acordo com o diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, 60 planos estão em andamento no Brasil, mas há apenas 17 efetivados, em universo de 3,4 mil municípios onde existem mais de 60% da população. “Estamos trazendo o debate, as melhores metodologias e as formas de fazer o plano. A ideia é que ele seja construído pela sociedade e não só pelo poder público”, destacou Mantovani.


No Rio Grande do Sul, entre 2012 e 2013 houve um aumento de 43% no desmatamento, cinco vezes mais que a média nacional, que foi de 9%. “Não estamos numa situação muito boa se tratando de Mata Atlântica no Estado. O controle será mais fácil se tiver fiscalização. Estamos estimulando os gestores municipais para que junto com Estado e União possamos diminuir o desmatamento e criar alternativas de reposição florestal”, salientou o secretário estadual de Meio Ambiente, Neio Lúcio Pereira.


Passo Fundo pretende criar um Plano Municipal de Mata Atlântica. “Já temos um grupo organizado do Conselho Municipal de Meio Ambiente que participou de uma oficina para dar os encaminhamentos ao plano”, informou o secretário adjunto da Secretaria do Meio Ambiente, Rubens Astolfi.


O presidente do CBHPF, Claudir Luiz Alves, enfatizou que o futuro dos recursos hídricos também depende da preservação da Mata Atlântica. “Não podemos pensar nos recursos hídricos de forma isolada das demais políticas públicas ambientais. Os Planos Municipais da Mata Atlântica são essenciais para a preservação das águas”, salientou Alves.

 

▦ 08/08/2014 - 10:00

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